Programação Preliminar do Ato Rede 2021
Encontros virtuais
| Segunda-feira | 13 de Dezembro de 13:30 até as 16:30 | |
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| Tema: | Direito, Ciência e Tecnologia | |
| Convidados: | Margarida Camargo (UFRJ) Ana Paula Souza (UFRJ) Gabriela Blanco(UFRGS) Mario César (UFJF) Marcos Feres (UFJF) |
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| Provocações: | ainda sendo recebidas | |
| Terça-feira | 14 de Dezembro de 9:30 até as 12:30 | |
| Tema: | Controvérsias da Cannabis no Brasil | |
| Convidado: | Victor Mourão (UFV) | |
| Provocações: | ainda sendo recebidas | |
| Quarta-feira | 15 de Dezembro de 9:30 até as 12:30 | |
| Tema: | Futuro do Necso e Ato-Rede 2022 | |
| Atividade Cultural: | Raquel Siqueira (UFSB) | |

Olá, meu nome é Marcia Moraes. Perdi o prazo para o envio das provocações, mas não cheguei a perder o desejo de provocar. Assim, deixo aqui registrado um pinga-fogo para o tema Controvérsias da Cannabis no Brasil. Partindo da proposição feminista de que o pessoal é político, coloco na roda a questão a partir da experiência que vivi nos últimos 3 anos como cuidadora de meu pai idoso, cego, acamado, com Parkinson em estágio terminal. O uso medicinal da cannabis para uma pessoa como meu pai significou melhora exponencial na qualidade de vida: diminuição do severo enrijecimento muscular causado pelo Parkinson, melhora do sono e possibilidade de supressão de algumas substâncias (drogas tarjas pretas) antes usadas no tratamento. Ora, a melhora da qualidade de vida da pessoa que é cuidada implica também na melhora da qualidade de vida de quem cuida e, como sabemos, em nosso mundo machista, são mulheres que fazem o trabalho do cuidado. Portanto, junto da controvérsia da cannabis medicinal em nosso país, há uma questão de gênero, de raça e de classe. Porque o acesso à cannabis é caro, burocratizado, oneroso. Como mulher branca, de classe média, com acesso à internet e a outros bens e serviços, consegui passar pela burocracia da Anvisa e usar a cannabis para cuidar de meu pai. Enquanto não tivermos uma liberação ampla do uso medicinal da cannabis – colocando-a como medicamento a ser dispensado no SUS – seguiremos na opressão às mulheres, na subalternização do trabalho do cuidado. A liberalização ampla e irrestrita do uso medicinal da cannabis é também uma política emancipatória para mulheres que cuidam de pessoas com relações extremas de dependências.
ResponderExcluirPS: Não consegui colocar este comentário com um login pessoal. Foi com o login de um blog que escrevo. Abraços, Marcia
ResponderExcluirOlá Marcia,
ResponderExcluirObrigado pelo seu comentário. Seu pinga-fogo já foi aceito e disponibilizado aqui no blog. Você pode ter acesso a ele no botão "página inicial" no topo da página.
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Abraços,
Comissão Organizadora do Ato-Rede 2021